sexta-feira, 27 de março de 2020

Primeiro Capítulo

Em uma tarde qualquer, Em uma cidade sem importância, Um homem segue vivendo a sua vida. Ele está no quarto dele lendo um livro. Ele lê cada linha do livro com muita atenção, Mas o conteúdo do livro é tão entediante que o faz ficar sonolento. Com cada linha que ele lê do livro mais ele sente os seus olhos  ficarem pesados com sono. Ele tenta ficar acordado, ele sabe que tem que terminar de ler o livro ainda naquele dia. Mas ele não consegue evitar. Em um momento ele está lendo o livro no quarto dele, no outro ele se vê em um completo diferente lugar. 

- Eu estou sonhando? - Ele pergunta para ninguém em particular. 


Confuso ele esfrega seus olhos e olha a sua volta.

- Eu só posso está sonhando. - O homem fala com convicção. Ele só pode esta sonhando. Pois o lugar que ele está não pode ser real.

Ele parece estar em uma sala sem janelas e sem portas. Mas mesmo assim, ele consegue sentir uma brisa no rosto. Os moveis que deveriam estar no chão estão no teto.

- Será que alguém pregou eles lá? - Mas os moveis não parecem pregados. Eles parecem normais só que eles estão no teto. As paredes  são encaroçadas e parecem estar pulsando. E o chão que ele está pisando é pegajoso e tem um estranho liquido amarelado cobrindo todo o chão. 

- O que é esse barulho? - Ao redor dele tem um barulho alto, que parece ser de algo sendo triturado. Esse barulho parece estar vindo da parede!? ou algo além da parede... 

Esse lugar é tão bizarro. 

- Eu tenho que acorda! - Mas como? Como eu vou conseguir acorda desse sonho estranho? Esse lugar parece tão real.

- Felipe você precisa acorda agora! Acorde! -  Eu falo em voz alta para mim mesmo. Mas nada muda ao meu redor. - Por que eu não estou acordando? 

Antes quando eu apareci aqui eu estava me sentindo apreensivo. Mas agora, agora eu estou aterrorizado. E se eu não conseguir acorda? e se eu ficar preso aqui? Minhas mãos começam a suar, meu coração á bater mais rápido e me sinto um pouco tonto. Eu não quero ficar mais nem um momento aqui.

- Dor, é isso. - Eu preciso sentir dor, só assim eu vou conseguir acorda. Eu levanto a manga da minha blusa e belisco meu antebraço... nada. Eu me belisco de novo, mas agora com mais força... Novamente, nada. Eu começo a me desesperar e belisco todo o meu braço, a minha barriga, as minhas pernas... Mas não importa quanta dor eu me inflija, Nada muda. Eu continuo nesse lugar bizarro. 

- Então... isso é real!? ... isso não é um sonho!? - Minhas mãos começam a tremer. Como isso pode ser real? eu estava no meu quarto. Como eu posso aparecer de repente aqui? não, isso não é normal.

- Será que estou delirando?... eu fiquei louco? - O barulho de trituração ao meu redor fica mais alto e me tira do meu estupor. Eu volto a prestar atenção ao meu redor e para o meu horror eu descubro que não estou mais sozinho. 

- ...Quem são vocês? O que querem? - Eu pergunto assustado. Sem eu perceber sombras escuras apareceram ao meu redor. Elas não tem rosto nem olhos, mas eu sinto que elas estão me observando. Elas movem ao meu redor livremente, me avaliando. Eu não consigo controlar o tremor que passa pelo meu corpo cada vez que ouso o sussurrar dos movimentos deles quando eles dão voltas ao meu redor.  

- Isso não é real... eu fiquei louco... ha ha - Eu não estou conseguindo  lidar com o que está á minha volta. Tudo é tão estranho. Eu fecho os meus olhos e tampo os meus ouvidos. 

- ....isso não está acontecendo. Não está acontecendo. - Eu repito como um mantra. Eu caio sentado no chão molhado e sinto a umidade infiltrar a minha roupa. Eu fico desse jeito parece que horas, até que eu sinto mãos geladas me puxando. Eu  luto para me desprender, mas as mãos me segurando me apertão com mais força.

- HAA!! - Eu grito de tanta dor, mas eles não ligam. As sombras sem rosto me seguram pelo braço e me arrastam pelo chão molhado. - Onde vocês estão me levando? Me solta! HEY!

Eles parecem não me ouvir, não importa o quanto eu grite. Eles me arrastam até um canto da sala e me levantam pelos braços. Eu fico pendurado no alto, eu tento de novo me desprender das mãos deles. Mas eu paro quando eu sinto uma rajada de calor vindo do chão. 

Eu olho para baixo e o que eu vejo aumenta o meu pavor.  O chão coberto do líquido estranho sumiu e deu lugar a uma cratera. E nesse momento a unica coisa que está me impedindo de cair nessa cratera, são as mãos me segurando pelos braços. 

- Não, Não me solt- eles nem me deixaram terminar de falar. As sombras me soltam e eu cai na cratera escura. 


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