quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Aventuras do Chapéu Milian 🎩 - Capítulo 1

"É tão complicado ter uma dona atrapalhada e distraída. Pergunto-me como ela conseguiu viver até agora sendo uma bagunça. Enquanto falo mal da minha dona, observo ao meu redor.

A atrapalhada me esqueceu em uma biblioteca antiga. Não há ninguém à minha volta, mas, mesmo assim, consigo ouvir sussurros vindos das prateleiras. O lugar é mal iluminado e empoeirado. Que lugarzinho aquela esquecida foi me deixar! Mas ela terá que vir atrás de mim, afinal, eu sou o ilustre e único Milian, o chapéu mágico de Oz. Jude, uma aprendiz de feiticeira, recebeu a honra de me ter como artefato mágico. Ela precisa de mim, então ela terá que vir até aqui.

Suspiro resignado.

Para passar o tempo, percorro as estantes de livros e vejo o que há de interessante.

'Hey, Sr. Chapéu!' – paro no lugar. Alguém me chamou? Olho ao meu redor, mas não vejo ninguém.

'Hey, Sr. Chapéu, aqui!' – olho na direção da voz, mas só vejo livros. Chego perto da região de onde ouvi a voz e um livro rosa se abre.

'Hey, Sr. Chapéu, tudo bem?' – olho espantado para o livro que acabou de falar.

'O que é você? Não sinto magia vindo de você', falo desconfiado para o livro que acabou de falar.

'Eu sou Lery.'

'Okay, Lery. Meu nome é Milian, sou o digníssimo chapéu mágico criado por Oz. E o que é você?'

'Eu sou Lery, sou um livro. Pertenco à biblioteca Darksea.'

'Não é isso que quero saber. Que tipo de criatura é você? Por que você consegue falar mesmo não tendo nenhuma magia?', falo irritado para o livro chamado Lery.

'Eu também não sei. Um dia eu era só um livro normal e, no outro, eu podia falar e me mexer.'

'Hmm...' – observo Lery com desconfiança. 'Você acabou de me chamar, certo? O que você quer comigo?'

'Milian, chapéu criado por Oz... É isso que falaram que você era? Um simples chapéu, criado por um feiticeiro?', Lery me questiona.

'O que você quer insinuar?', já estou cansado dessa conversa. O que esse livro quer? Onde está Jude, aquela atrapalhada.

'Eu ouvi falar de você. Os livros do subsolo contam da sua história.'

'Minha história?', repito, estupefato.

'Sim, sim. Eles falam do grande feiticeiro que combateu e saiu vitorioso das batalhas contra as criaturas da noite. Porém, a recompensa que recebeu ao voltar para casa foi traição. Seu grande amigo, Oz, lançou uma maldição sobre ele. O Grande Herói, feiticeiro Milian, acabou virando um simples chapéu. Condenado a viver seus dias como um equipamento de magia.'

Ouço as palavras, mas não consigo registrar. O que esse livro está dizendo? Eu, um feiticeiro? Oz me traiu? O que está acontecendo?"

domingo, 31 de agosto de 2025

O santuário dentro de mim

O sagrado lugar onde minha alma abita
Tendo buscar o tranquilo sentimento 
O sentimento profundo de paz 
O mar abundante de contentamento e felicidade 
A fonte dessa luz está dentro de mim
No mais sagrado lugar 

sábado, 30 de agosto de 2025

Verde

Verde como as folhas das arvores 
Verde como a jade mais preciosa 
Verde como a cor da prosperidade 
Permito que o Verde tome a minha arte
Permito mergulhar na profunda,
Mais singela, doçura do profundo despertar

Olá, depois de tanto tempo, digo que voltei.

Minhas histórias mudaram e, igualmente, a forma que escrevo elas. O que é natural, afinal, algum tempo passou. Mas algo que não mudou é minha vontade de criar.

Eu ainda sinto aquele desejo de criar. Curiosamente, como no passado, ainda não sei ao certo o que quero criar. 

Mas não irei deixar isso me segurar. Irei criar e criar até achar o meu caminho. Vou me permitir ser imperfeita, verdadeira e honesta com meus sentimentos. Irei deixar a minha voz ser ouvida, mesmo que isso me deixe com medo, vou deixar toda essa energia acumulada sair e sair.

Ainda sinto que não sou boa com as palavras, mas irei usá-las da melhor forma que sei.

E quem sabe com a prática eu consiga me tornar mais confortável com as minhas palavras.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

capítulo 3

Com passos silenciosos eu me movo pela floresta, Sempre atenta aos sons a minha volta. A noite já caiu na floresta, e tudo esta escuro. Mas para minha sorte, eu herdei uma característica principal de um caçador, que é a capacidade de ver no escuro. Então eu vejo tudo claramente como se fosse dia.

De repente um som estridente e animalesco corta o silencio da noite. Minha primeira presa acaba de se anunciar, com um sorriso no rosto, eu sigo em direção do som.

E sem demora, eu encontro o monstro que se originou o barulho, entrando em uma carvena com algo em suas garras. 

Eu me escondo atrás de uma arvore e fico de olho na abertura da caverna onde ele acabou de entrar. A caverna parece ser bem estreita, não é  um lugar ideal para lutar.  Então preciso esperar o monstro sair novamente. 

Mas se aquilo que vi nas garras do monstro for o jantar dele, ele não vai sair da caverna tão cedo.

Então está na hora do plano B!

Eu saio de trás da arvore e vou para a entrada da caverna. Ponho as mão ao redor da minha boca e começo a gritar.

-Hey  Coisa medonha, Meu nome é Diane Ory. E eu vim fazer  um favor à todos e livrar o mundo da sua existencia. Então facilite o meu trabalho e venha me mostrar a sua cara nojenta.

Um animalesco ruido é emetido na caverna. 

E a presa morde a isca. 

Furioso, o monstro sai da abertura da caverna e rosna para mim. 

- Olha para você todo bravinho. - O monstro pula em minha direção e  tentar me moder. Eu desvio para o lado e corto a coxa direita dele,

Sangue tão negro quanto piche jorra do ferimento  na coxa. E o monstro fica louco, Ele usa as garras e os dentes para me atacar, sem qualquer precisão ou cuidado. Bem, parece que isso vai ser mais fácil que eu pensava. 

Por alguns momentos eu só desvio dos ataques do monstro e observo o fluxo de seus ataques. E no segundo que eu vejo ele vacilar, eu ataco. Eu empurro à minha espada até o punho no peito dele. Com o novo ferimento, o monstro perde as forças e cai no chão, sem perde um movimento, eu tiro a minha espada do peito do monstro corto a cabeça dele fora.  

E em um piscar de olhos a luta termina. Fraco, esse monstro era muito fraco. Mas isso é normal, monstros fortes de verdade vivem na parte mais funda da floresta. 

E é pra lá que pretendo ir, mas antes, eu tenho que investigar essa caverna.  Com calma, eu entro silenciosamente na caverna. E faço meu caminho para dentro da caverna sempre prestanto atenção nos sons e movimentos a minha volta. Quando eu entro na parte mais funda, eu ouço  soms de choramingos.

Com minha espada em punho eu ando cuidadosamente para a direção desse barulho e eu dou de cara com o ninho do monstro. Dentro do ninho tem dois bebês monstros, um está chorando no canto e o outro está comendo pedaços de carne.  

domingo, 24 de janeiro de 2021

Capítulo 2 - A Caçadora presa no limbo

 Eu volto a acordar horas depois. Eu usei meus poderes e me curei, mas mesmo assim eu sinto todo meu corpo latejar de dor. Mas mesmo com dor, eu me esforço para sair da cama e mover com o meu dia. 

Ser uma caçadora e matar monstros a noite não são os unicos afazeres que tenho que fazer.

Eu também preciso comer, lavar os pratos sujos na pia, lavar minhas roupas sujas de suor e de sangue meu e dos monstros, remendar algumas roupas rasgadas por causa das minhas lutas com os monstros, limpar a casa...  tantas mundanas coisas para fazer.

Quando termino tudo, o sol já está se pondo no horizonte. E esta quase na hora de por minhas botas, pegar minhas armas e ir caçar alguns monstros fedorentos.

De novo.

As vezes,  eu penso que eu estou presa em  um loop infinito. Presa em repetir os mesmos dias de novo e de novo e de novo.  Nada nunca muda, sempre os mesmos dias solitários, Arriscando a minha vida para proteger pessoas que nem conheço.

Mas essa é a unica vida que conheço. Já vivi tanto tempo desse jeito, para que mudar alguma coisa agora?

Com um suspiro, eu me preparo para outra noite  de matança. 


Capítulo 1 - A Caçadora solitária

Exausta eu  encosto meu corpo no tronco de uma arvore e respiro fundo. Eu olho para cima e percebo que o cêu está clareando. Outra noite de caçada termina,  Outra noite eu saio vitoriosa. 

De vagar eu me arrasto em direção da minha casa, pronta para cair na minha cama e dormir como uma pedra. Só para depois acordar e sair para caçar novamente. Isso tem sido a minha vida, por um longo tempo.

Eu estaria mentindo se dissesse que eu gosto desse estilo de vida. Mas caçar e matar monstros é tudo que eu sei. Minha família toda eram caçadores de monstros e eles me ensinaram tudo que eu precisava para ser uma também.  E quando eles sumiram, só ficou eu para lutar e proteger  todos dessas criaturas.  

Depois que parece uma eternidade eu chego na frente da minha casa. Ela parece tão vazia, tão solitária... como a pessoa que vive nela.  

 Suspirando eu entro na minha casa, e vou direto para o meu quarto para me jogar na cama. A noite foi difícil, Muitos monstros que  hibernaram no inverno sairam dos esconderijos deles para comer.

Tão cansada e a minha cama é tão macia e confortável. Eu sinto que se eu fechar os meus olhos agora, eu vou cair em um sono profundo em um piscar de olhos. E isso é tudo que quero e preciso nesse momento, mas antes eu preciso cuidar das minhas feridas.

Respirando fundo e eu acesso a situação do meu corpo, e catálogo todos os meus machucados e hematomas. Depois eu imagino uma luz branca e divina vindo da ponta da minha cabeça indo pelo meu corpo até os meus pés. Eu imagino essa luz me aquecendo por dentro e me curando das minhas dores e dos meus machucados. A luz divina passa pelos meus machucados curando eles. Depois eu respiro fundo por alguns momentos e agradeço pela graça da cura. E quando eu acesso meu corpo novamente eu vejo que estou totalmente curada. 

Todo mundo da minha família tem esse dom da cura. Alguns mais fortes outros mais fracos. No meu caso eu sou bem talentosa no quesito cura. Eu consigo curar machucados perigosos facilmente.Esse dom é minha graça salvadora. Sem ele eu teria morrido muito tempo atrás. 

Depois de me curar eu fecho meus olhos e vou para o mundo dos sonhos.